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Ministério mantém veto e nega inclusão de finerenona no SUS

  • há 12 minutos
  • 2 min de leitura


O manejo clínico da Doença Renal Crônica (DRC) associada ao Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) impõe um desafio constante aos farmacêuticos clínicos: o risco residual de falha renal mesmo sob bloqueio otimizado do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA). Embora a recente incorporação dos inibidores do SGLT2 (como a dapagliflozina) no Sistema Único de Saúde (SUS) tenha melhorado o prognóstico, pacientes com albuminúria persistente continuam evoluindo para a diálise. Nesse cenário de necessidade médica não totalmente atendida, a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE) publicou no Diário Oficial o indeferimento definitivo do recurso da Bayer, mantendo o veto à incorporação da finerenona no SUS.


O diferencial do antagonismo não esteroidal (nsMRA) 

A finerenona representa uma inovação farmacodinâmica significativa no arsenal nefroprotetor por ser um antagonista do receptor mineralocorticoide não esteroidal (nsMRA) first-in-class. Diferente das terapias clássicas como a espironolactona (um MRA esteroidal), que apresenta baixa seletividade e altas taxas de hipercalemia e efeitos antiandrogênicos, a finerenona possui uma estrutura molecular volumosa que altera a conformação do receptor de maneira distinta. Essa ligação altamente seletiva bloqueia de forma potente o recrutamento de coativadores transcricionais responsáveis pela expressão de genes pró-inflamatórios e pró-fibróticos nos rins e no miocárdio, oferecendo proteção orgânica com menor incidência de distúrbios eletrolíticos limitantes.


Evidências Clínicas

 A eficácia dessa molécula está ancorada em dados robustos. No ensaio clínico FIDELIO-DKD, o uso da finerenona reduziu o desfecho composto primário (falência renal, redução sustentada da TFGe em ≥ 40% ou morte renal) em 18% (HR 0.82; IC 95%, 0.73-0.93; p=0,001) comparado ao placebo. Além disso, expandindo seu escopo terapêutico, o recente estudo FINEARTS-HF, publicado no New England Journal of Medicine (NEJM), demonstrou que a finerenona reduziu eventos totais de piora da insuficiência cardíaca e morte cardiovascular em 16% (Rate Ratio 0.84; p=0,007) em pacientes com fração de ejeção levemente reduzida ou preservada (ICFEp/ICFElr), um subgrupo historicamente carente de terapias modificadoras de doença.


O manejo no plantão e o papel do farmacêutico 

Com a decisão do Ministério da Saúde, o que muda na prática clínica e no plantão? Para o farmacêutico atuante no setor público, a finerenona permanecerá restrita à saúde suplementar ou à judicialização. Isso exige que a equipe multidisciplinar extraia o máximo benefício do protocolo atual do SUS: titulação rigorosa das doses de iECA/BRA (como enalapril e losartana) combinados com dapagliflozina e estatinas. Na esfera da Atenção Primária, o papel do farmacêutico no acompanhamento farmacoterapêutico (MTM) torna-se ainda mais crítico para garantir a adesão e retardar a progressão da albuminúria. Já para os farmacêuticos atuantes em P&D e Farmacoeconomia, o cenário reforça a necessidade de gerar dados de mundo real (RWE) que comprovem a relação de custo-efetividade da introdução precoce de nsMRAs frente aos custos exorbitantes e crônicos da terapia renal substitutiva.



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