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Medicamento experimental brasileiro mostra avanços em pacientes paraplégicos

  • Foto do escritor: Ana Raquel
    Ana Raquel
  • 19 de jan.
  • 2 min de leitura

O manejo clínico da Lesão Medular Traumática (LMT) sempre esbarrou em uma barreira biológica frustrante: a formação da cicatriz glial e o ambiente inibitório que impede a regeneração axonal no Sistema Nervoso Central (SNC). Contudo, a ciência farmacêutica brasileira acaba de dar um passo decisivo para superar esse dogma. Após resultados promissores em uso compassivo, onde quatro pacientes apresentaram recuperação neurológica parcial, a Anvisa autorizou o início da Fase I dos ensaios clínicos da Polilaminina, uma biofármaco inovador desenvolvido na UFRJ que atua mimetizando o ambiente embrionário para reativ

ar a neuroplasticidade.


A farmacodinâmica da Polilaminina difere das abordagens tradicionais anti-inflamatórias. A molécula é um polímero estável da laminina, uma glicoproteína da matriz extracelular. A inovação tecnológica desenvolvida pelos pesquisadores brasileiros foi conseguir polimerizar a laminina de forma a aumentar sua estabilidade in vivo e potenciar sua interação com receptores de superfície celular (integrinas). Ao ser injetada no sítio da lesão, a substância não apenas atua como um suporte físico ("cola biológica"), mas desencadeia vias de sinalização intracelular que promovem o crescimento de neuritos e a sobrevivência neuronal, superando a inibição causada pelos proteoglicanos da cicatriz da lesão.


Os dados de eficácia observados nos casos de uso compassivo (autorizados judicialmente) são clinicamente relevantes: pacientes com paraplegia crônica e lesões completas recuperaram sensibilidade tátil e dolorosa, além de controle motor parcial em segmentos abaixo da lesão. Agora, com a aprovação regulatória para o ensaio clínico formal, o foco desloca-se para a segurança farmacológica e a padronização da dose. A transição do laboratório acadêmico para o estudo clínico controlado exige rigor na produção do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) biológico, garantindo esterilidade, potência e ausência de contaminantes, processos onde a atuação do farmacêutico industrial e de controle de qualidade é insubstituível.


Para o farmacêutico hospitalar e clínico, a entrada dessa terapia em fase de testes traz novas demandas de monitoramento. Por ser uma administração intralesional ou intratecal de um agente biológico, a farmacovigilância deve ser intensiva para detectar precocemente sinais de neurotoxicidade, reações imunogênicas ou aracnoidite química. Além disso, o sucesso dessa molécula "Made in Brazil" reforça a importância estratégica do investimento em P&D nacional, provando que a farmácia brasileira tem competência para desenvolver terapias disruptivas First-in-Class (primeiras da classe) que podem alterar o prognóstico de condições até então consideradas irreversíveis.



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