Estudo revela medicamento que reduz convulsões em até 91% em crianças com epilepsia rara
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A Síndrome de Dravet é um dos quadros mais difíceis de manejar na neurologia pediátrica. Trata-se de uma epilepsia genética rara em que as crianças sofrem com convulsões severas e atraso no desenvolvimento, um cenário onde os medicamentos anticonvulsivantes tradicionais costumam falhar em controlar as crises. Mas um novo estudo publicado no The New England Journal of Medicine (NEJM) traz um avanço promissor: a terapia experimental zorevunersen conseguiu reduzir as convulsões em até 91% e melhorar a qualidade de vida dos pacientes ao longo de três anos de acompanhamento.
A grande inovação farmacológica é que o zorevunersen não atua apenas como um "calmante" para o cérebro, mas age na raiz genética do problema. Na Síndrome de Dravet, uma falha no gene SCN1A faz com que o corpo não produza a quantidade suficiente da proteína NaV1.1, que funciona como uma espécie de "freio" para os impulsos elétricos nas células nervosas. O medicamento é um fragmento genético (oligonucleotídeo antisense) que vai direto no RNA da cópia saudável desse gene e "força" o corpo a produzir mais da proteína que está faltando, corrigindo o defeito e restaurando o equilíbrio elétrico do cérebro.
Os dados do ensaio clínico avaliaram 81 crianças e adolescentes (de 2 a 18 anos). O medicamento foi administrado via punção lombar (intratecal). O grupo que recebeu a dose mais alta (70 mg), com aplicações de manutenção a cada quatro meses, teve uma queda impressionante de 59% a 91% na frequência das crises. Em termos de segurança e farmacovigilância, a terapia foi muito bem tolerada. O efeito colateral mais notado nos exames foi o aumento de proteínas no líquido cefalorraquidiano (LCR), mas isso ocorreu quase sem causar sintomas nos pacientes, exigindo apenas que a equipe de saúde monitore os exames laboratoriais de rotina.
Para a Farmácia Hospitalar e Clínica, o avanço dessa terapia (que agora segue para os testes de fase 3) mostra que a medicina genética está batendo à porta do plantão. Como a aplicação é intratecal e feita com meses de intervalo, o farmacêutico terá um papel central em duas frentes: garantir a logística rigorosa de cadeia de frio e o preparo estéril dessas ampolas, e acompanhar os exames laboratoriais das crianças junto aos médicos. É uma mudança de paradigma: o farmacêutico deixa de apenas dispensar remédios paliativos para ajudar a gerenciar terapias inovadoras que mudam a biologia da doença e o futuro dessas famílias.
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